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Fechamento de escolas deve ser temporário e onde houver transmissão intensa, diz OMS

fonte Bahia.ba

Tedros Adhanom, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (Foto: Twitter/OMS)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para a decisão de fechar escolas a longo prazo em razão da pandemia do novo coronavírus. Na avaliação do diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a medida deve ser temporária e “último recurso” adotado apenas onde houver transmissão intensa da doença.

“Dadas as consequências devastadoras em crianças, jovens e na nossa sociedade como um todo, a decisão de fechar escolas deve ser um último recurso, temporário e apenas a nível local”, recomendou.

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De acordo com informações do G1, Ghebreyesus afirmou ainda que, no caso das escolas fechadas, é preciso garantir a educação dos alunos por meio de aprendizado remoto. O diretor de Emergências da OMS, Michael Ryan, lembrou que se globalmente é importante proteger as pessoas mais velhas e vulneráveis, também há consenso sobre a importância da educação das crianças.

Para conseguir ambos, Ryan defendeu que os adultos também sejam chamados à responsabilidade, por exemplo, garantindo o distanciamento social para diminuir a transmissão.

“Então, o que é mais importante: as nossas crianças de volta à escola ou bares e clubes noturnos abertos? (…) Temos que manter a pressão sobre o vírus, reduzir a transmissão comunitária e diminuir o risco para pessoas mais velhas e vulneráveis, [além de] manter um ambiente em que nossas crianças possam continuar indo à escola”, avaliou.

Ainda segundo o G1, o diretor da OMS lembrou que a escola é o melhor lugar para uma criança, embora o ambiente precise ser seguro para ela, para os professores e para a comunidade em geral. Apesar dos pontos de vista, nem Ghebreyesus nem Ryan sugeriram quando cada país deveria determinar a retomada das aulas presenciais. Isso porque os países estão em diferentes estágios da pandemia.

No Brasil, as escolas suspenderam as aulas em março, logo no início da pandemia. A maioria delas continuou o ensino remoto, com aulas online. No entanto, levantamento da PNAD-Covid do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que mais de 4,3 milhões de alunos não brancos da rede pública de ensino estão sem atividades escolares.

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