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Maia reforça críticas à atuação do MP: ‘Não gostam de ser fiscalizados’

Do Bahia.ba

Najara Araújo/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reforçou as críticas feitas à Operação Lava Jato pelo procurador-geral da República, Augusto Aras. Nesta quarta-feira (29), o parlamentar disse ter a impressão de que o Ministério Público gosta de controlar, mas não quer ser fiscalizado.

“A crítica que eu faço é exatamente que me dá a impressão muitas vezes que o Ministério Público é um órgão fundamental para o nosso país, para a nossa democracia, para o nosso futuro, para o nosso desenvolvimento… Claro, o trabalho que eles fazem é fundamental. Mas a impressão que me dá é que não gostam de ser fiscalizados, muitas vezes”, disse Maia, em entrevista ao apresentador José Luiz Datena.

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De acordo com informações da Folha de S.Paulo, o presidente da Câmara criticou o fato de Aras, responsável por todos os Ministérios Públicos, não ter acesso às informações de dentro do órgão. Além disso, Maia afirmou que há poucas punições e afastamentos no órgão.

Em webconferência promovida pelo grupo Prerrogativas, na noite de terça-feira (28), o chefe da PGR afirmou que a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba é uma “caixa de segredos”. Aras embasou sua crítica ao comparar o volume de arquivos do Ministério Público Federal (MPF) ao da força-tarefa.

“Em todo o MPF no seu sistema único tem 40 terabytes. Para o funcionamento do seu sistema, a força-tarefa de Curitiba tem 350 terabytes e 38 mil pessoas com seus dados depositados, que ninguém sabe como foram escolhidos. Não se pode imaginar que uma unidade institucional se faça com segredos, com caixas de segredos”, criticou.