Novo Topo AD

EUA fecham compra de todas vacinas contra covid-19 da Pfizer e BioNTech em 2020

Os Estados Unidos vão pagar US$ 1,95 bilhão por 100 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 feita pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech. Trata-se de toda a produção do imunizante prevista pelas empresas para 2020. Nesta terça-feira (21), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou testes com o medicamento no Brasil, que ocorrerão na Bahia e em São Paulo.

Segundo o Departamento de Saúde e Serviços Humanos e o Departamento de Defesa dos EUA, o acordo foi fechado após a vacina receber aprovação da FDA, agência reguladora norte-americana de medicamentos. Para o órgão, testes demonstraram a eficácia e segurança do produto na fase 3 do estudo clínico, que abrange testes em larga escala.

A parceria com as farmacêuticas dá ao país o direito de receber mais 500 milhões de doses da vacina em 2021. Até o fim do próximo, Pfizer e BioNTech planejam produzir mais de 1,3 bilhão de doses, que devem ser entregues ao redor do mundo, informaram as empresas em comunicado nesta quarta-feira (22).

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O governo de Donald Trump concordou em gastar a quantia para busca de uma vacina potencial. O Departamento de Saúde e Serviços Humanos e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos lançaram a Operação Warp Speed para acelerar o desenvolvimento de imunização, tratamentos e testes contra o coronavírus. O objetivo da ação é conseguir distribuir, até o fim do ano, 300 milhões de doses de vacinas eficazes e seguras para a população dos EUA destacou o governo. Mais de 150 imunizantes no mundo estão com produção em curso, sendo cerca de 20 em fase de testes em humanos.

RESULTADOS POSITIVOS

Na segunda-feira, as duas farmacêuticas anunciaram resultados positivos nos estudos da vacina experimental que desenvolvem juntas. De acordo com as farmacêuticas, foram verificadas respostas imunes em velocidade anterior ao prazo estimado das chamadas células T, consideradas fundamentais para protegerem um organismo do novo coronavírus. A pesquisa, que ainda precisa ser avaliada por pares para posterior publicação em revista científica, não registrou efeitos colaterais graves em indivíduos que receberam a vacina.