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“Neste momento se criou uma disputa política”, critica Rui sobre investigação na compra de respiradores

Do Aratu On

Reprodução/YouTube

O governador Rui Costa (PT-BA) criticou o desdobramento sobre a investigação da compra de respiradores, através de contrato firmado pelo Consórcio do Nordeste. O petista afirmou que se criou uma “politização” a respeito do caso. “Neste momento se criou uma disputa política e uma confusão jurídica. Há muita contaminação política e, infelizmente, a preservação da vida humana acaba ficando em segundo plano. A prioridade está na disputa política, que muitas vezes é levada para o campo dos procedimentos legais”, disparou o governador, em entrevista ao Bahia Meio Dia, da TV Bahia, na tarde desta quarta-feira (10/6).

Na ocasião, foram investidos R$ 48 milhões para a aquisição dos equipamentos na empresa Hempcare e o valor foi pago à vista. A empresa, no entanto, não entregou os respiradores. Uma operação da Polícia Civil baiana resultou na prisão de três empresários, no dia 1º de junho. A investigação apontou que a Hempcare tentou negociar de forma fraudulenta com vários entes públicos.

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O caso estava com as autoridades baianas, no entanto, nesta última segunda-feira (8/6), o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) informou que a competência para julgamento do processo foi passada para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), após pedido do Ministério Público (MP). Na manhã desta quarta-feira (10/6), a Justiça do Estado negou a solicitação da Procuradoria Geral da Bahia para manter a investigação sobre o caso no estado.

O governador alegou que, independentemente de qual órgão irá tocar a investigação, o importante é a devolução do dinheiro. “Queremos o mais rápido possível a identificação dos culpados e devolução do dinheiro, pois estamos precisando desse recurso para continuar salvando vidas humanas”, declarou.

Rui afirmou, ainda, que os empresários presos durante as investigações se mostraram dispostos a devolver parte do recurso, mas a ação fica inviabilizada pela suspensão das investigações pela Justiça. Para o petista, não é possível “paralisar uma operação em curso” e não há nenhum prejuízo se a operação também for replicada no âmbito federal.

“Eu não consigo entender a lógica da paralisação, já que eventuais criminosos estavam sendo alcançados pelo estado e pela a justiça. Há um pano de fundo no país de criminalizar a ação de prefeitos e governadores, mesmo quando estes denunciam que foram vítimas de crimes”, explicou o governador.

Com a investigação, ficou estabelecido que uma comissão parlamentar interestadual passará a acompanhar o Consórcio do Nordeste, para dar maior transparência às ações implementadas pelo grupo.