“Milhões já sentem como é viver na Venezuela”, diz Bolsonaro sobre situação no Maranhão; Flávio Dino rebate

Da redação, com informações da Agência Brasil

Crédito da Foto: arquivo/Agência Brasil

Na manhã deste domingo (10/5), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) compartilhou um vídeo de uma abordagem policial, dentro de um ônibus, no Maranhão. Nas imagens, sem data especificada, um policial militar exige declaração de trabalho essencial para que os passageiros possam prosseguir viagem.

“Assim o povo está sendo tratado e governador pelo PCdoB/MA [Flávio Dino] e situações semelhantes em mais estados. O chefe de família deve ficar em casa passando fome com sua família. Milhões já sentem como é viver na Venezuela”, publicou o presidente em seu perfil no Twitter.

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Veja:

No último dia 30 de abril, a Justiça do Maranhão determinou o bloqueio máximo (“lockdown”) das atividades nas cidades de São Luis, Raposa, Paço do Lumiar e São José de Ribamar, em função da pandemia do novo coronavírus. Pela decisão, todas as atividades não essenciais à manutenção da vida e da saúde passaram a ser proibidas por dez dias, entre 5 e 15 de maio.

O governador do Maranhão, Flávio Dino, por sua vez, rebateu à postagem do presidente. “Bolsonaro inicia o domingo me agredindo e tentando sabotar medidas sanitárias determinadas pelo Judiciário e executadas pelo governo. E finge estar preocupado com o desemprego. Deveria então fazer algo de útil e não ficar passeando de jet ski para ‘comemorar’ 10.000 mortos”, escreveu no Twitter.

Duas horas depois, em nova publicação, disse que Bolsonaro se preocupou com a restrição a atividades essenciais porque “o seu atual cotidiano nada tem de essencial” à nação.

Confira:

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