Aos 98 anos, morre em Salvador o sambista Riachão

Redação

Foto: reprodução/Instagram

O samba da Bahia está em luto. Morreu nesta segunda-feira (30/3) o sambista Riachão – nome artístico do cantor e compositor baiano Clementino Rodrigues.

Segundo a família, o sambista sentiu dores no abdômen no domingo (29) e precisou de atendimento médico. Apesar disso, ele foi dormir após ser medicado. A morte de Riachão só foi descoberta pela manhã, quando os familiares foram ver como ele estava.

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Autor de clássicos como “Cada Macaco no seu Galho” e “Vá Morar com o Diabo”, o sambista baiano dizia ter mais de 500 composições e, embora tenha lançado apenas três álbuns individuais, teve músicas gravadas por Jackson do Pandeiro, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Cássia Eller, entre outros nomes. Suas criações fazem referência a cenas, situações e personagens da vida cotidiana da Bahia —não à toa, foi apelidado de cronista musical da cidade em seus tempos de cantor de rádio.

Clementino Rodrigues, conhecido como Riachão, nasceu em Salvador e cresceu no bairro Garcia. Começou a cantar aos 9 anos e fez a primeira composição aos 12.Pela irreverência malandra da obra e pela vitalidade do artista, Riachão resistia como uma das mais perfeitas traduções do buliçoso samba da Bahia.

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