Justiça da Bahia nega isolamento do local da morte de miliciano e acata pedido de nova perícia

Foto: Reprodução/TV Bahia

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) negou o pedido feito pela viúva do miliciano Adriano da Nóbrega, Júlia Lotufo, para o isolamento do local onde aconteceu o confronto que terminou com a morte do marido dela, na cidade de Esplanada, na Bahia. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (16) no Diário Oficial.

Segundo informações do documento, a mulher também pediu que uma nova perícia técnica fosse realizada no local do confronto. Este pedido foi acatado pelo juiz Augusto Yuzo Jouti.

O juiz interpretou que a fazenda não poderia ficar isolada já que é um imóvel particular, pertencente ao vereador Gilsinho de Dedé, e a ação policial aconteceu há mais de um mês.

“Descabe o isolamento do local. O fato ocorreu há um mês, já houve perícias oficiais. Além disso, cuida-se de imóvel particular, não vislumbrando-se motivo para torná-lo indisponível”, escreveu o juiz.

Sobre o pedido de nova perícia na fazenda, com perito indicado pela família de Adriano da Nóbrega, o juiz deu o prazo de 15 dias para acontecer, contados da data da publicação da decisão.

“A coleta de dados e medições deverão ser realizadas em única vista in loco, acompanhada por Oficial de Justiça (mandado de inspeção). O proprietário do imóvel deverá ser procurado para abrir portão e portas”, determinou o juiz.

O corpo de Adriano Magalhães da Nóbrega, conhecido como Capitão Adriano, foi liberado para ser retirado do Instituto Médico Legal pela família, no dia 21 de fevereiro, 11 dias depois da morte.

Um dia antes, o corpo passou por uma nova perícia, determinada pela Justiça. Um perito particular contratado pela família disse que, a princípio, não havia indícios externos de tortura no corpo do miliciano Adriano da Nóbrega.

*Com informações do G1

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