Dólar fecha a R$ 4,65; Para Guedes, coronavírus e desaceleração mundial explicam

Metro1

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O dólar subiu pela 12ª sessão consecutiva hoje (5), alcançando pela primeira vez o patamar de R$ 4,65. A moeda norte-americana subiu 1,57%, cotada a R$ 4,6509, mesmo com leilão extra do Banco Central. A despeito da alta do dólar hoje que atingiu novo recorde no início da tarde, o ministro da Economia, Paulo Guedes, classificou o patamar da moeda americana como “normal”. Ele afirmou que o câmbio é “flutuante” e que sua flutuação agora será num nível mais alto.

Para o ministro, a crise do coronavírus e a possível desaceleração da economia mundial explicam parte desse movimento.

“Lembra o câmbio flutuante? Que flutuava entre R$1,80 ou R$ 2,20 ? A flutuação dele agora é num nível mais alto: R$ 3,60, R$ 4,60. Não sabemos. É o câmbio flutuante. Só que ele flutua num patamar mais alto. É simplesmente Isso”, afirmou o ministro.

Questionado se a moeda americana poderia chegar a R$ 5, Guedes afirmou que isso só seria possível se fosse feita “muita besteira”.

O ministro frisou que a agenda de reformas precisa ser implementada para acalmar a moeda americana. “Claro que quanto mais rápido você apresentar as reformas, mais rápido você recupera a confiança e o dólar acalma. Preocupa o nível? Quando sobe rápido preocupa. Por isso que o Banco Central vende um pouco. Mas é natural”, disse Guedes.

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