Pessoas com sintomas leves não precisam ir a unidades de saúde, diz ministério

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag. Brasil

O Ministério da Saúde afirmou que cidadãos com sintomas leves do novo coronavírus não precisam recorrer a unidades de saúde de imediato. A recomendação tem como base a similaridade entre sintomas da covid-19 e os de uma gripe.

“Se as pessoas, mesmo que tenham vindo de um desses países [listados pelo ministério], mas apresentarem sintomas leves ou quase que assintomáticas, mas estão em dúvida porque deu tossidinha ou apresentam 37,4°C [de temperatura], já buscam atendimento médico. Temos que desmobilizar esse movimento”, disse o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis.

Segundo ele, a orientação é também uma medida de prevenção. Recorrer às unidades de saúde nessas condições encherá as unidades de casos leves ou assintomáticos, impedirá o tratamento rápido de casos mais graves e até propiciará a transmissão do vírus.

A saída, então, é ligar para o número 136 e pedir orientação, ao invés de ir a um posto de saúde ou hospital. O comportamento deve ser semelhante ao tratamento que damos em casos de gripe: tratamos em casa, com repouso e hidratação.

“Nós não precisamos impor que as pessoas se dirijam à unidade de saúde com sintomas leves, porque não vai ser positivo pra ninguém”, acrescentou.

Contagem de casos

Durante entrevista coletiva concedida na tarde desta terça-feira (3), o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, e o subsecretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, anunciaram que novos países serão incluídos na lista de suspeitos de coronavírus. Os Estados Unidos estão entre eles.

A medida deve compensar a recomendação de pessoas com sintomas leves da infecção pelo novo coronavírus não procurarem unidades de saúde. Ampliar a lista de países suspeitos permitirá o cruzamento mais assertivo de informações.

“Se as pessoas não se enquadram nessas definições, não há porque procurar unidade de saúde”, explicou Oliveira.

O secretário exemplificou que definições são essas. Um caso é febre e sintoma respiratório, depois de viagem a uma das áreas afetadas nos últimos 14 dias; outro caso é febre ou sintoma respiratório, com contato próximo de caso confirmado ou suspeito.

Se não for nenhuma das condições, é excluído porque não entrou na definição de caso de contaminação pelo novo coronavírus. Se for enquadrado em uma dessas situações, o caso é considerado suspeito. Se for um caso suspeito e com contato domiciliar, se torna uma contaminação provável.

“Seja suspeito ou provável, tenho que fazer RT-PCR [exame específico]. Se for negativo um RT-PCR ou positivo para outro vírus, é descartado o covid-19. Se for positivo para SARS-CoV2, é confirmado para o covid-19”, acrescentou Oliveira.

*As informações são do Bahia.ba

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