Cerco que culminou na morte de miliciano na Bahia contou com 8 policiais, diz titular da SSP

Foto: Alberto Maraux

O secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, detalhou que cerca de oito policiais participaram do cerco que terminou com a morte do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, no último dia 9. De acordo com Barbosa, a informação que 70 homens participaram da ação é relacionada ao total de agentes, que chegaram a averiguar o parque de vaquejada em que o miliciano esteve escondido até o dia anterior à operação.

Durante conversa com o Bahia Notícias neste domingo (23), o titular da SSP voltou a defender a atuação dos policiais baianos. “Tínhamos um homem altamente treinado, especialista em armas e sniper do Bope, não era uma operação simples”, reforçou. Para ele, há um nível de politização que atrapalha o entendimento da população sobre o caso. O secretário, no entanto, preferiu não tecer comentários diretos sobre o tema.

ENTENDA O CASO

Antes de ser morto em operação da PM baiana, em Esplanada, o miliciano Adriano da Nóbrega estava foragido há meses. Ele estava envolvido no suposto esquema de rachadinhas, como chamam o repasse de salários, no gabinete do então deputado estadual e hoje senador pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Além dessa relação com o primogênito do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Nóbrega era apontado como chefe do Escritório do Crime, que é um grupo de atiradores de elite com atuação no Rio. Por conta disso, o miliciano também é citado no inquérito que investiga a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e de seu motorista, Anderson Gomes, em março de 2018.

Diante desses fatos, desde que a morte dele foi divulgada, a atuação da polícia baiana vem sendo questionada com ilações sobre uma possível “queima de arquivo”. A tese é refutada pelo governo estadual.

*Com informações do Bahia Notícias

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