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Mortes por câncer de mama no Brasil está abaixo de média mundial

Foto: Milton Michida/Governo de SP

A mortalidade por câncer de mama no Brasil está abaixo da média mundial, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). O órgão apresentou, nesta segunda-feira (07), no Rio de Janeiro, o lançamento da Campanha Nacional Outubro Rosa e apresentou uma análise da doença no País em relação ao resto do mundo.

O Brasil ocupa a segunda faixa mais baixa com uma taxa de 13 por 100 mil, ao lado de países desenvolvidos como EUA, Canadá e Austrália. O país está em uma posição melhor do a França e o Reino Unido.

Porém, está também na segunda faixa mais alta de incidência de câncer de mama entre todos os países. Nesse caso, a taxa de incidência é de 62,9 casos por 100 mil habitantes (taxa padrão utilizada mundialmente).

A mortalidade por câncer de mama está ligada principalmente ao acesso a diagnóstico e tratamento adequado no tempo oportuno. O objetivo do instituto é diagnosticar o câncer o mais precocemente possível, ainda nos estágios iniciais da doença, quando o tratamento é mais efetivo.

De acordo com o Inca, o Brasil vem aumentando o percentual de casos diagnosticados nos estágios in situ (considerado zero) e I de 17,3% em 2000 para 27,6% em 2015. Contudo, a proporção continua muita baixa na região Norte (12,7%), em contraste com as regiões Sul (29,2%) e Sudeste (30,8%).

O câncer de mama é segundo tipo que mais acomete mulheres no Brasil, representando em torno de 25% de todos os cânceres que afetam o sexo feminino.

O Ministério da Saúde recomenda que a mamografia de rotina em mulheres sem sintomas ou sinais de doença em suas mamas, seja feita na faixa etária entre 50 e 69 anos, uma vez a cada dois anos. No ano de 2018 foram realizados 2.465.101 exames de mamografia, exclusivamente pelo SUS.