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Geninho projeta pontuação para fugir do rebaixamento e comemora retorno ao Barradão

fonte: Bahia Notícias

Foto: Gabriel Rios / Bahia Notícias

Após o Vitória finalizar a preparação na tarde desta segunda-feira (7), no CT Manoel Pontes Tanajura, para encarar o Oeste nesta terça (8), às 20h30, no Barradão, o técnico Geninho concedeu entrevista coletiva. O treinador projetou que o Leão precisa fazer 44 ou 45 pontos para escapar do rebaixamento e comemorou o retorno ao “verdadeiro estádio do Vitória”.

“Aqui é a casa do Vitória. Temos que atingir 44, 45 pontos. Pelo desempenho que está acontecendo, temos que tentar, se possível, fazer o 100% em casa, mas temos que estar preparados para fazer ponto fora. Temos que sair pensando nisso, para que a gente some o mais rápido possível esse número que projetamos. O campeonato quando vai chegando ao fim ele se torna complicado. Todo mundo joga amarrado, joga por um ponto… então você precisando de três e ele de um, é muito pior. Mas acredito que a gente possa atingir sim. Voltar pra o Barradão, na minha opinião, é muito bom”, disse o treinador.

O treinador também revelou que tem trabalhado à parte psicológica do grupo, já que, contra o Bragantino, foram dois gols em dois minutos, e contra o Sport sofreu o empate no último lance. “A conversa e as reuniões são tão importantes quanto o treinamento. Tem que dar tranquilidade ao grupo. Tem que se sentir protegido e amparado para fazer os jogos, para que essas coisas não voltem a acontecer. Tomar um gol aos 47 do segundo tempo, de bola parada… Tudo isso passa pelo psicológico. Se você está tranquilo, as coisas acontecem de uma maneira mais natural. É importante passar tranquilidade para esse grupo. Se o cara estiver pressionado, entrar em campo sabendo que não pode errar o último passe se não o mundo vai cair em cima dele, ele não vai produzir. É fundamental que o grupo saiba que tem 90 minutos para fazer um bom trabalho. Para que na próxima vez que estiver na frente do resultado, a gente não deixe o adversário marcar. Estamos em uma situação que não podemos errar. Não temos gordura. Estamos numa seca muito grande. O trabalho psicológico é tão importante quanto os treinamentos de campo”, afirmou.

Geninho também vê com naturalidade algumas atividades serem realizadas com portões fechados: “Às vezes alterno. É para dar tranquilidade ao grupo. Não tem nada de mistério. A única coisa que a gente preserva no treino fechado é a escalação do time. Todo mundo tem seu analista, então quanto menos armas passar para o adversário, melhor”, salientou.

O que se viu ao final do treinamento foi uma conversa ao pé do ouvido com Gedoz e Carleto, enquanto a dupla treinava cobranças de falta. O treinador afirmou que será uma arma muito importante para o Leão: “Estávamos treinando bola parada, é uma arma muito boa, e agora temos dois grandes batedores. Estávamos conversando em cima de algumas maneiras que podemos utilizar essa bola parada deles”.

No retorno ao Barradão, o treinador aproveitou para convocar a torcida rubro-negra, a quem elogiou na partida contra o Sport, na Arena Fonte Nova. “Quando um time está nesse situação, é hora do torcedor vir e pegar o time no colo. É muito fácil torcer para time que está ganhando. É difícil pedir isso para um torcedor, pois estão magoados, mas é importante que compareça para empurrar o time. Deixe as críticas para depois. Se terminar a partida e o resultado não for o que ele queria, ele tem direito de vaiar e cobrar. Espero que a torcida venha e jogue junto conosco. Acredite que a gente possa. Todo mundo tem que acreditar. Quero enaltecer a torcida do Vitória pelo comportamento no último jogo. Fez a parte dela. Espero que continue fazendo”, finalizou.

O Leão figura na 18ª colocação com 26 pontos conquistados. O Oeste é o 13º, com 33.