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Mulher relata ter sofrido racismo após ser acusada de furto por funcionário de farmácia

Redação Aratu

Foto: reprodução redes sociais

A assessora de eventos, Maria Angélica Calmon, de 54 anos, relatou em sua rede social os momentos de constrangimento que passou ao lado da neta, na praça de alimentação do Shopping Salvador. Ela diz ter sido abordada e acusada, por um funcionário da rede de farmácias Drogasil, de ter furtado um creme.

“Eu entrei na farmácia para me encontrar com minha filha, minha mãe e minha neta, que já estavam lá dentro. Minha mãe tem problemas cardíacos e é hipertensa, e tinha ido lá para comprar remédios. Enquanto elas pegavam os medicamentos, eu fiquei olhando a farmácia, vendo alguns hidratantes. Depois que elas pagaram, saímos e fomos para a praça de alimentação”, contou.

Ainda de acordo com Maria, depois de um tempo, o funcionário da farmácia foi atrás dela e, no local, a acusou de furto na frente de todos.

“Eu estava na praça principal com minha neta, que estava em um parque infantil, e ele me abordou, duas horas depois. Achei inicialmente que era uma pegadinha, uma brincadeira de mau gosto. Mas ele disse que era sério, que tinha me visto nas câmeras de farmácia furtando um creme. Eu, então, afirmei que aquilo era uma calúnia”, relatou no Facebook.

A mulher disse que o funcionário poderia tê-la confundido com outra pessoa, porém, o mesmo continuou insistindo na acusação. Foi então que ela decidiu jogar no chão tudo que estava dentro de sua bolsa, para provar que não tinha furtado nada.

“Como minha mãe e minha filha estavam em outro lugar quando ele me abordou, e eu estava apenas com minha neta, eu pedi a uma mulher que estava na praça para ser testemunha, enquanto eu esvaziava a bolsa. Joguei tudo no chão para ele ver que não tinha nada. Só faltou eu tirar a roupa. Ele viu que realmente eu estava certa e depois ainda disse que eu não precisava fazer aquilo tudo, e saiu correndo”, afirma.

Maria conta que foi orientada, pela mulher que testemunhou a cena, a prestar uma queixa na unidade de atendimento ao cliente do shopping. A denúncia contra o funcionário foi feita na 16ª Delegacia da Pituba e, cinco dias depois do episódio, ela recebeu uma ligação da gerente da farmácia se retratando pelo que tinha acontecido.

PEDIDO DE DESCULPAS

Por meio de nota, a Drogasil pediu desculpas para Maria Angelica Calmon e afirmou que o comportamento do funcionário “não reflete de forma alguma os valores da Drogasil”.

“Pedimos desculpas à Sra. Angélica e informamos que a empresa está concluindo as averiguações e tomará as providências para que o fato não se repita”, diz trecho da nota.

O Shopping também lamentou o ocorrido e que prestou assistência à cliente. “A administração reforça que prestou assistência imediata e está acompanhando a situação junto à loja desde que a ocorrência foi registrada no Centro de Atendimento ao Cliente, seguindo à disposição das autoridades para esclarecimentos. O empreendimento é, inclusive, uma referência por desenvolver ações de combate ao racismo, tendo recebido por quatro anos consecutivos o Selo da Diversidade Étnico-Racial, concedido pela Secretaria da Reparação da Prefeitura de Salvador como um reconhecimento público de ações de promoção da equidade racial nas políticas de gestão de pessoas e marketing”, informou.


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