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Médicos de Alagoinhas entram em greve, a partir desta quinta (11)

Médicos de Alagoinhas decretaram greve no município nesta quinta-feira (11). De acordo com o Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed), insegurança contratual e salários atrasados foram determinantes para a decisão unânime. Estão mantidas urgências e emergências, e 30% dos médicos permanecem em atividade.

Ainda conforme o sindicato, em assembleia realizada no Sindimed, na última quinta-feira (4), os médicos deram inicio a um estado de greve no sentido de aguardar até ontem (10) pelos pagamentos devidos. No entanto, os credores não realizaram os pagamentos forçando os profissionais a entrarem em greve.

O principal motivo para a decisão, conforme o sindicato, tem a ver com a insegurança dos contratos e a troca constante de empresa gestora que presta serviço à prefeitura. Os médicos relataram que só de agosto de 2018 até agora já foram três empresas contratadas para gerir os contratos.

Segundo o sindicato, essa “dança das cadeiras” faz com que a inadimplência dos contratantes seja recorrente. A Rede Saúde deixou os médicos com prejuízo de um mês de salário e a Associação de Proteção à Maternidade e à Infância (APMI), até o momento, não pagou o mês de janeiro deste ano. Por outro lado, a mais recente empresa à frente dos trabalhos é a ASM, que ainda não apresentou nem firmou nenhum contrato de trabalho com os profissionais.

Em nota divulgada na tarde de hoje, o Sindimed informou que notificou, através de oficio, o prefeito de Alagoinhas, Joaquim Neto, bem como as empresas supracitadas. Outro encaminhamento foi a solicitação de uma audiência com a secretária de saúde do município, Rosania Rabelo.

Entre os serviços de saúde nos quais trabalham médicos com vínculos precários estão CAPS, PSF, Policlínica e SAMU.