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Pais lutam para conseguir medicamento extraído da maconha que pode salvar filha

Do Aratu ON

Foto: Arquivo pessoal

Já imaginou ter crises de convulsão desde o seu primeiro dia de vida? Ou chegar a ter 30 delas em apenas 24 horas? É o que a baiana Evany Vitória Silva Pinto, de apenas 11 anos, sofre desde que nasceu. A garota, moradora de Simões Filho, faz uso de cinco remédios controlados que causam efeitos colaterais agressivos em seu organismo.

A esperança e a grande chance para Evany conseguir ter uma vida melhor, está no Canabidiol. De fabricação proibida no Brasil, ele é extraído da folha da maconha. A garota já utilizou o medicamento durante três meses, tendo uma melhora significativa. O problema é o preço: cada frasco custa em torno de R$3 mil reais – podendo variar, já que ele é importado, dependendo do valor do dólar. Além disso, cada frasco possui 100 ml e dura apenas dois dias e meio, já que Evany precisa, por dia, de 40 ml.

Canabidiol. Foto: arquivo pessoal

Néa Ferreira, mãe da menina, entrou com uma ação judicial em outubro do ano passado, conseguindo que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberasse a medicação para o tratamento da garota, que deveria ser comprada pelo Governo do Estado da Bahia. Entretanto, até o momento, nada foi cumprido.

Em entrevista ao Aratu On, Néa deu detalhes da situação e solicitou ajuda para que a situação seja resolvida. “Atualmente, ela utiliza os remédios Topiramato, Lamotrigina, Depakote, Trilepital e Nitrazepam. O que acontece, é que eles não têm mais efeito nela, mesmo na dosagem máxima, já que são 11 anos de uso. O Canabidiol seria suficiente para eliminar todos esses medicamentos, além de impedir as convulsões”, explica Néa.

Ela relatou que há seis meses, desde que ganhou a causa na justiça, espera por uma solução para o caso. “Nós bancamos todos esses cinco medicamentos do nosso próprio bolso. Desde outubro temos direito ao Canabidiol, que proporcionaria uma qualidade de vida muito melhor pra minha filha. Mas, até agora, nada mudou. A prefeitura e o governo simplesmente ignoram toda a situação. O jeito foi divulgar pelas redes sociais, na tentativa de conseguirmos alguma ajuda”, contou Néa.

Néa e o marido Vinícius têm pedido nas redes sociais que todas as pessoas que tenham conhecimento da história de Evany, marquem os órgãos públicos para que “a decisão da justiça se cumpra”.

“A gente espera que a justiça seja, efetivamente, cumprida, para que nossa filha consiga ter a vida o mais próximo possível do normal, sem crises”, finalizou Néa.

Procurado pelo Aratu On, a assessoria de imprensa do Governo do Estado disse que “a medicação está em processo de compra e que a mãe da paciente será informada assim que chegar”.

O portal também entrou em contato com a prefeitura de Simões Filho, mas ainda aguarda posicionamento da mesma sobre a situação.