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Ex-goleiro do Bahia acusa Mancini de atuar com “vingança”

Metro1

Foto : Rubens Chiri / saopaulofc.net
Revelado nas categorias de base do Bahia, o goleiro Jean, que atualmente defende o São Paulo, fez críticas ao técnico Vagner Mancini após ter sido afastado do time. Em post nas redes sociais, o arqueiro afirmou que um “banho” causou um atrito entre ele e o ex-treinador do Vitória. Para Jean, a rivalidade da época dos Ba-Vis ainda continua.

“É bom explicar que desde a sua chegada ao São Paulo, Mancini não me trata da mesma forma que todo o restante do grupo de jogadores, motivado por uma rivalidade nos clubes em que trabalhamos anteriormente. Quando ele foi colocado na posição de técnico, mesmo tendo prometido que não assumiria esta posição, eu já sabia que eu começaria a ser renegado e dificilmente poderia entrar em campo, fazer meu papel e ajudar o São Paulo da melhor forma possível”, escreveu o jogador, em post no Instagram.

Jean citou o episódio em que deixou o treinamento mais cedo na última segunda-feira (18), abandonando a atividade. “Infelizmente, quando fui cobrado e apontado como culpado por uma derrota mesmo sem ter entrado em campo, não consegui me conter e aceitar ser execrado desta forma. Não considerei justo e me retirei”, explicou.

Confira o post na íntegra:

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Diante das coisas que li, vi e que chegaram até mim via imprensa nos últimos dias, gostaria de esclarecer e dizer a verdade sobre alguns pontos referente ao ocorrido na última segunda-feira. Antes de mais nada, reconheço o meu erro ao ter deixado o campo de treinamento após o ocorrido e me desculpar publicamente com a instituição São Paulo Futebol Clube, meus companheiros de time e, principalmente, os torcedores são-paulinos. Respeito muito este clube e ajo de forma profissional desde o dia em que cheguei aqui. Na segunda-feira, em conversa com todo o grupo de jogadores, o técnico interino Vágner Mancini, se dirigiu a todo o grupo e apontou que eu, mesmo sem ter atuado, era um dos grandes responsáveis pela derrota do São Paulo no clássico contra o Palmeiras, no último fim de semana. Em nenhum momento fui cobrado em quesitos técnicos e táticos, já que nem em campo eu estava. Segundo ele, o motivo era que eu, ao término do jogo, fui tomar banho. Quando o jogo terminou, eu e cerca de sete ou oito jogadores fomos para os chuveiros (alguns inclusive que haviam participado do jogo), fato absolutamente rotineiro. Neste meio tempo, alguns atletas chamaram a reza final no vestiário. Saí do chuveiro prontamente e fui para o “fechamento”, como chamamos. Cheguei, inclusive, antes de outros jogadores para participar da roda e da última conversa. Mas, na segunda, no CT, fui cobrado de forma individual por ter ido tomar banho ao chegar no vestiário, o que não fez nenhum sentido para mim. É bom explicar que desde a sua chegada ao São Paulo, Mancini não me trata da mesma forma que todo o restante do grupo de jogadores, motivado por uma rivalidade nos clubes em que trabalhamos anteriormente. Quando ele foi colocado na posição de técnico, mesmo tendo prometido que não assumiria esta posição, eu já sabia que eu começaria a ser renegado e dificilmente poderia entrar em campo, fazer meu papel e ajudar o São Paulo da melhor forma possível. Ainda assim continuei trabalhando e dando meu melhor nos treinos, como é minha obrigação… (Continua nos comentários)

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