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Caso Eva Luana: um mês após prisão do padrasto, jovem tenta se libertar do trauma

Via Metro1

Foto: Juliana Cavalcante/TV Bahia

Um mês após a prisão do padrasto, Thiago Oliveira Alves, por crimes como estupro e tortura, a jovem Eva Luana da Silva declarou, em entrevista ao portal G1, que tem se sentido mais segura e voltado a fazer tarefas do dia-a-dia, mas ainda tenta se recuperar dos traumas. Durante nove anos, Eva foi abusada por Thiago. Ela o denunciou à polícia em janeiro e expôs a situação nas redes sociais em fevereiro.

“Parece que o tempo passa rápido, mas tenho vivido um dia de cada vez. Depois de um mês, eu estou me sentindo um pouco mais segura do que antes. A agonia no coração, o caos interior por conta do trauma passou. Nesse mês, participei de alguns eventos em homenagem às mulheres. É tudo muito novo para mim”, disse Eva.

A jovem afirmou que continua vivendo em um lugar separado da mãe e da irmã, uma criança de 6 anos, pois elas precisam de um apoio psicológico maior. Embora esteja retomando as atividades normais, Eva diz que não pretende voltar a fazer um curso superior presencial.

“Eu vou fazer faculdade domiciliar, porque não tenho condição de voltar a estudar [em uma unidade física]. Eu fico com medo de estar sempre em um lugar onde as pessoas podem saber onde eu estou, onde tem uma rotina, porque eu tenho medo dele [padrasto] ter contatos aqui fora [da prisão] e alguém me fazer mal. Fora isso, tem as pessoas tirando foto o tempo inteiro”, analisou.

Eva ainda contou que tem dado suporte a outras jovens que denunciam situações de abuso. “Tenho respondido 100 meninas por dia, para tentar ajudar cada uma delas”, disse.


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