PF aponta ‘relações de negócios’ entre Temer e ex-assessor preso em março

Foto: Reprodução

De acordo com informações da jornalista Adréia Sadi do G1, o delegado Cleyber Malta Lopes, responsável pelo inquérito dos portos afirmou que as informações sobre uma “possível relação de negócios” entre Michel Temer e o ex-assessor da Presidência da República José Yunes teriam conexão com as investigações do delegado Thiago Delabary. Delebary é responsável pelo inquérito que apura o conteúdo a delação da Odebrecht que envolve o presidente e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco.

O advogado José Yunes é amigo de Temer há 50 anos. Ele foi assessor da Presidência até o fim de 2016, quando pediu demissão após as primeiras informações das delações da Odebrecht. Em março deste ano, ele foi preso – e depois solto – na Operação Skala, da Polícia Federal. Yunes foi acusado pelos delatores da Odebrecht e pelo doleiro Lúcio Funaro de intermediar dinheiro da empreiteira destinado ao grupo político de Michel Temer.

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Ainda segundo o blog, em documentos anexados ao inquérito dos portos, aos quais o blog teve acesso, investigadores do Ministério Público Federal apontam o recebimento de um e-mail, com remetente anônimo, contendo informações de um suposto desvio de dinheiro da Odebrecht para “Michel Temer ou José Yunes”.

De acordo com o documento enviado em março pelo MP à Polícia Federal, a denúncia anônima afirma que empresa do ramo imobiliário administrada pelos filhos de Yunes – a Yuny incorporadora – teria adquirido Cepacs (Certificados de Potencial Adicional de Construção emitidos pela Prefeitura de São Paulo) no valor de R$ 68 milhões em 2012 e os vendeu para a Odebrecht no ano seguinte por R$ 97,5 milhões “gerando à Yuny incorporadora lucro de quase R$ 30 milhões”.

Ainda segundo o denunciante, a Yuni não teria sequer pago os Cepacs, já que a venda para a Odebrecht aconteceu no mesmo mês em que seria paga a compra original. A denúncia, anônima, incluiu em documento anexo o contrato inicialmente confidencial entre a Yuni e a Odebrecht, e dados das demonstrações financeiras da Yuni que apontam os valores pagos e recebidos no negócio.

O blog também conferiu as demonstrações financeiras e constatou que, em 2012, a Yuni informou os compradores de Cepacs em negócios realizados naquele ano, mas, em 2013, a demonstração financeira não informou o nome da Odebrecht no registro do negócio. Em 2017, Yunes disse à Polícia Federal que fez apenas uma operação de venda de imóvel para o presidente.

*Radar da Bahia

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