Inquérito contra Temer causa atritos na polícia, diz coluna

Foto : Lula Marques/PT

Na decisão em que permitiu, no fim de junho, a prorrogação do Inquérito dos Portos, o ministro Luís Roberto Barroso foi específico ao escolher o delegado Cleyber Malta Lopes a prosseguir com as diligências de investigação.

De acordo com a Coluna do Estadão de hoje (1º), a menção ao nome de Lopes, pouco usual, não passou despercebida dentro da Polícia Federal e foi vista como uma blindagem para evitar a substituição dele no caso.

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A publicação apurou que há divergências internas sobre a forma como o delegado conduz a investigação, que tem como principal alvo o presidente Michel Temer (MDB).

O que mais chamou a atenção na PF foi o ministro ter citado no despacho que um delegado só pode ser substituído no inquérito se o superior hierárquico fundamentar a decisão e apontar interesse público ou falhas na investigação.

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