Polícia militar cria ronda para identificar desvios de conduta dentro da corporação

Foto: Marina Silva/ CORREIO

Uma dos atribuições da Polícia Militar é vigiar a sociedade para garantir o bem estar coletivo. Mas, desde o começo deste ano, o vigilante também passou a ser vigiado. O comandante-geral da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), coronel Anselmo Brandão, contou ao CORREIO, durante a cerimônia de formação de 23 policiais militares no Grupamento Águia, nesta quinta-feira (27), que há seis meses foi criada pela PM a Ronda Preventiva Disciplinar.

Na prática, os profissionais que fazem parte da Ronda são responsáveis por sair à noite nas ruas de Salvador e acompanhar o trabalho realizado pelos policiais das companhias, grupamentos e batalhões na tentativa de identificar possíveis desvios de conduta. A atividade é feita com fardamento diferente do convencional e de forma sigilosa.

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“Depois de São Paulo, somos a única polícia do Brasil que tem a chamada Ronda Preventiva Disciplinar. É uma guarnição que sai à noite, com policiais com uniformes diferentes, fiscalizando os outros policiais, dando suporte para que eles não venham a cometer delitos e inibindo alguma ação de desvio de conduta”, conta o comandante.

A Ronda está em atuação há seis meses e funciona em parceria com a corregedoria da corporação. O trabalho é feito na capital, mas também é estendido para o interior do estado em casos específicos. Segundo o comandante, a intenção da PM é criar unidades similares em toda a Bahia.

“A Ronda atua, a princípio, apenas na capital, mas, precisando de apoio, nós mandamos ela para outras regiões da Bahia, inclusive, quando temos algum registro de prisão de policiais por desvio de conduta é ela quem faz essa apreensão. A ideia é que cada comando regional tenha a sua ronda disciplinar”, disse.

O comandante informou, também, que uma nova companhia será criada em Salvador. A unidade, batizada de Patamo (Patrulhamento Tático Móvel), será composta por 90 profissionais do Batalhão de Choque e vai ocupar os bairros com maior número de conflito, chamados de áreas críticas da cidade.

Correio

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