Defesa quer investigação de e-mail enviado para funcionária de Lula antes de operação

Foto: Reprodução / NBR

A defesa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou nesta quinta-feira (6) um pedido para que seja investigada a origem de um e-mail enviado para uma funcionária do Instituto Lula antes da deflagração da 24ª fase da Operação Lava Jato.

Os advogados de Lula dizem que a mensagem, nunca lida pela destinatária, tenta levantar suspeitas sobre o ex-presidente. O e-mail foi enviado às 22h17 do dia 3 de março de 2016 para o endereço da colaboradora do Instituto Lula Claudia Troiano. No dia seguinte, os mandados de busca e compreensão foram cumpridos pela Polícia Federal às 6h da manhã, o que impediu que a funcionária ou qualquer outra pessoa do Instituto Lula tivesse lido.

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A defesa disse ainda que as senhas do provedor foram alteradas pela PF após a apreensão. De acordo com o Paraná Portal, os advogados de Lula alegal que a mensagem tem sido usada como prova para embasar investigações sem verificação sobre a origem e a intenção do emissor da mensagem, identificado por Anna Bumlai.

“Todo cuidado é pouco,leia, imprima, repasse ao Lula e apague, não deixe na sua máquina. Ele precisa remeter valor pra mim, tratar assunto da família Bumlai. Responda neste e-mail que é fictício e depois apague. Não ligue, telefones grampeados, cuidado. Diga a ele cuidar estão todos os telefones grampeados. Apague”, diz o e-mail.

No requerimento protocolado na Justiça Federal, a defesa do ex-presidente pede que a empresa Yahoo do Brasil, responsável pelo provedor do e-mail, forneça os registros de acesso, endereços de IP de origem, horários GMT de acesso e dados cadastrais fornecidos pelo usuário.

Da mesma forma, os advogados pedem dados disponíveis do usuário que utilizou o IP e que seja dada nova oportunidade de manifestação a Lula, para novos requerimentos cabíveis. *BN