Câmara rejeita suspensão, mas aprova ‘censura’ contra Wyllys por cuspir em Bolsonaro

Valter Campanato/Agência Brasil

A cuspida em Jair Bolsonaro (PSC-RJ) durante a sessão da votação do impeachment na Câmara, em abri do ano passado, rendeu ao deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) uma “censura verbal”.

A pena foi imposta na sessão desta quarta-feira (5) da Conselho de Ética da Casa. Por 13 votos a zero (uma abstenção), o colegiado preferiu aplicar esta sanção, rejeitando, por 9 a 4, o relatório do deputado Ricardo Izar (PP-SP), que propunha a suspensão do mandato de Wyllys por 30 dias.

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Na prática, esta penalidade representa uma espécie de reprimenda pública contra o socialista. De acordo com o presidente do Conselho, José Carlos Araújo (PR-BA), após o colegiado rejeitar o parecer de Izar, ele fez um apelo para que o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) elaborasse um voto em separado, com pena mais branda, que foi aprovado. Para Araújo, a sanção significa “qualquer coisa”.

“A censura mostra que ele fez errado. O que ele fez não saiu em branco. Queira ou não queria ele tomou uma punição”, destacou em entrevista ao Bahia Notícias. Wyllys ainda pode recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) contra a censura.

Do Bahia Notícias