Com Eder no lugar de Lucas Fonseca, Bahia recebe o América-MG, pela Copa do Brasil

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Regularidade. Palavra comum no futebol, utilizada principalmente entre os analistas para classificar as atuações de determinado jogador. Poucos, no entanto, conseguem mantê-la num nível elevado, durante longo tempo.

Eder, zagueiro do Bahia, vinha se destacando na temporada justamente pela sua regularidade nos jogos, até a chegada de Jackson e a opção de Doriva por sacá-lo do time na estreia da Série B contra o Avaí, para a entrada do novo contratado.

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Hoje, diante do América-MG, às 21h45, pela Copa do Brasil, Eder terá uma nova chance de provar ao treinador que merece um lugar entre os 11. Ele formará dupla de zaga justamente com Jackson, seu “algoz” na disputa por uma vaga no time.

Apesar de se conformar e respeitar a decisão do treinador no jogo passado, o zagueiro admitiu ter ficado incomodado com a reserva. “Chateação todo mundo tem, é coisa do futebol. Acredito que nada acontece por acaso. Jackson veio para ajudar a gente, assim como o Lucas (Fonseca). Eu respeito a decisão do Doriva e estou aqui para ajudar, se possível, como titular”.

Lucas Fonseca, com cansaço muscular, sequer foi relacionado e será preservado para o jogo contra o Paraná, sábado, pela Série B. Para colocar ainda mais dúvidas na cabeça de Doriva, Eder terá a missão de segurar o ataque do campeão mineiro. O tricolor tem a necessidade de vencer para conseguir a classificação sem depender da disputa de pênaltis, e Eder sabe que um gol sofrido dentro de casa pode ser fatal.

“A gente está ciente. Esse formato da Copa do Brasil é bastante complicado. Se tomar um gol, tem que fazer dois. Nossa defesa está ciente e estamos focados. Vou voltar a jogar do lado que vinha jogando mesmo e espero fazer o que vinha fazendo”, afirmou Eder, que atuará no lado esquerdo da zaga.

A regularidade do jovem de 21 anos na temporada pode ser caracterizada também pelo número de jogos. Ele esteve em campo em 20 das 26 partidas do time no ano. Marcou um gol justamente na Copa do Brasil, contra o Globo-RN, e tomou quatro cartões amarelos. Acima dele, apenas o meia Juninho, com 21 partidas e o goleiro Marcelo Lomba, que atuou em 24 jogos.