Dilma chama Eduardo Cunha de “pecado original” do processo de impeachment

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Em cerimônia de abertura da Conferência dos Direitos Humanos nesta quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff, fez referência ao que chamou de “pecado original” do processo de impeachment que tramita no Senado e tende a afastá-la do governo no próximo 11 de maio.

“Vocês sabem perfeitamente que esse processo tem um pecado original. Vocês acabaram de falar quem é o pecado original: é o presidente da Câmara”, afirmou a presidente enquanto a plateia gritava o nome do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, num coro ”Fora Cunha”.

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“Mas aí vocês podiam me perguntar: por que ele é o pecado original?”, indagou a presidente.

Dilma, então, esclareceu que no fim do ano passado, Cunha tentou se salvar de uma investigação do Conselho de Ética da Câmara e, sem apoio do governo no acordo de indicação de nomes petistas, vingou-se abrindo o processo de impeachment contra Dilma.

“O senhor presidente da Câmara queria fazer um jogo escuso com o governo. Qual era o jogo? Votem para que eu não seja julgado no Conselho de Ética e eu não entro com processo de impeachment”, afirmou Dilma.

“Um governo que aceita uma negociação dessa é um governo que entra em processo e de apodrecimento e aí nós nos recusamos dessa negociação”, enfatizou Dilma.

Dilma estava acompanhada dos ministros da Educação, Aloísio Mercadante; da Justiça, Eugênio Aragão; do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias; da ministro das Mulheres, Eleonora Menecucci, do Desenvolvimento Social, Tereza Campelo, do Trabalho, Miguel Rosseto e Ideli Salvatti. Participantes embalaram a cerimônia ao som de “Dilma querida, você fica”, “Fora Cunha” e “O Bolsonaro, vou te dizer, eu também cuspo em você”.

Informações do Correio Braziliense