IMAGENS FORTES: Braço humano é visto boiando na Baía de Guanabara

naom_56ced49c78554Uma imagem divulgada pelo G1 nesta terça-feira (23) mostra um braço boiando na Baía de Guanabara. Um leitor, que pediu para não ser identificado, enviou a foto para o site e disse que a cena foi registada às 10h de segunda (22) próximo à Ponte Rio-Niterói, mais perto do Rio de Janeiro.

Segundo o leitor que colaborou com a reportagem, o registro foi feito quando ele atravessava a Baía de Guanabara. Esta não é a primeira vez que ele vê um corpo boiando nas águas: “Eu já vi corpos boiando outras vezes. Uma há cinco anos e a outra no ano passado”. Ele relata que já flagrou vários outros objetos, além de cadáveres.

“É absurdo, mas a gente já acostumou a ver coisas boiando na Baía de Guanabara. Já vi muito lixo, outros objetos e cachorros mortos”, relatou.

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A reportagem conversou com o biólogo Mário Moscatelli, especializado nos ecossistemas do Rio de Janeiro há mais de 25 anos. “Já vi corpos inteiros e já vi em pedaços. Devo dizer que depois das UPPs houve uma redução. Talvez o descarte desses corpos tenha ficado mais difícil. Antes eu lembro claramente que era frequente encontrar corpos na Baía de Guanabara. Nas lagoas da cidade era bem menos comum”, afirmou Moscatelli.

De acordo com o biólogo, os locais da Baía de Guanabara onde era mais comum ver cadáveres eram perto da região de Gramacho, em Duque de Caxias; e na área da Ilha do Fundão. Moscatelli explica que a força das águas levar um corpo de um rio até desembocar nas águas do mar.

A publicação entrou em contato com as autoridades para saber se um corpo foi encontrado nas águas da Baía de Guanabara desde a última segunda (22). A Polícia Civil informou que a Delegacia de Homicídios do Rio instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da morte de uma pessoa que ainda não foi identificada.

Ainda conforme o G1, o corpo foi encaminhado ao IML e os agentes fazem diligências em busca de informações que possam ajudar a esclarecer o caso.

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Foto: reprodução/G1
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Foto: reprodução/G1

As imagens são fortes e podem ferir a suscetibilidade de alguns leitores.